Filósofo alemão (5/5/1818-14/3/1883). Autor de conceitos que fundamentam a ideologia comunista do século XX, tais como luta de classes, mais valia e materialismo Histórico. Nasce em Trier, filho de família judia, e estuda filosofia nas universidades de Berlim e de Iena. Em 1842 chefia a redação do jornal Rheinische Zeitung, em Colônia, no qual escreve artigos radicais em defesa da Democracia. Muda-se para Paris em 1844 e conhece Friedrich Engels. Em 1848 publica O Manifesto do Partido Comunista, em parceria com Engels, pregando a solidariedade dos trabalhadores na busca da emancipação. O documento defende uma revolução internacional que derrube a burguesia e o Capitalismo e implante o comunismo. A divulgação do manifesto provoca sua expulsão de Paris. Marx, então, muda-se para Londres, onde estuda história e economia, escreve artigos na imprensa e ajuda a fundar o movimento pró-socialista da 1ª Internacional. Em 1867 publica o primeiro volume de sua principal obra, O Capital, na qual expõe os conceitos do Marxismo, como a teoria do valor, a da mais-valia ou excedente do trabalho e a da acumulação do capital. Os outros volumes da mesma obra só são conhecidos após sua morte.
Veja uma trecho de:
"O Manifesto Comunista"
(...)
"A história de todas as sociedades que existiram até hoje tem sido a história das lutas de classes.
Homem livre e escravo, patrício e plebeu, barão e servo, mestre de corporação e companheiro, numa Palavra, opressora e oprimidos, em constante oposição, têm vivido numa guerra ininterrupta, ora aberta, ora disfarçada: uma guerra que sempre terminou ou por uma transformação revolucionária de toda a sociedade, ou pela destruição das duas classes em luta.
Nas épocas históricas mais remotas encontramos, quase por toda parte, uma divisão completa da sociedade em classes distintas, uma escala graduada de posições sociais. Na Roma antiga encontramos patrícios, cavaleiros, plebeus, escravos; na Idade Média, senhores, vassalos, mestres, companheiros, servos; e, em cada uma destas classes, gradações especiais.
A sociedade burguesa moderna, que brotou das ruínas da sociedade feudal, não aboliu os antagonismos de classe. Não fez mais do que estabelecer novas classes, novas condições de opressão, novas formas de luta em lugar das velhas. No entanto, a nossa época, a da burguesia, possui uma característica: simplificou os antagonismos de classes. A sociedade divide-se cada vez mais em dois campos opostos, em duas classes diametralmente opostas: a burguesia e o proletariado.
(...)Com o desenvolvimento da burguesia, isto é, do capital, desenvolve-se também o proletariado, a classe dos operários modernos, que só podem viver se encontrarem trabalho, e que só encontram trabalho na medida em que este aumenta o capital. Esses operários, obrigados a vender-se diariamente, são mercadoria, artigo de comércio, como qualquer outro; em conseqüência, estão sujeitos a todas as vicissitudes da concorrência, a todas as flutuações do mercado."