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Gramática
Gramática é o conjunto de regras individuais usadas para um determinado uso de uma língua, não necessariamente o que se entende por seu uso "correto". Dentre os diversos tipos de gramáticas , a chamada gramática normativa é a mais conhecida pela população, uma vez que é estudada durante o período escolar. Tal tipo de gramática é elaborada, em geral, pelas Academias de Letras de cada país |
Preposição
A classe das preposições é fechada de palavras relacionais, pois mediam uma relação entre dois itens da frase.
Análise semântica
A origem do vetor locativo se vincula a preposições como de. O local em que o vetor se encontra se liga a preposições como em, entre e por.
Fraseologias prepositivas
Os segmentos marcados em negrito são fraseologias, ou seja, enunciados que se repetem nos discursos sempre da mesma forma.
Contrações prepositivas
Os itens em negrito são resultados de acomodações fonológicas. No caso, são contrações da preposição de com os artigos definidos a, o, as e os.
Pronomes
Podemos considerar os pronomes como uma classe de substitutos, pela característica que apresentam de, na maioria dos casos.
Substantivo
Os substantivos são flexionados em grau, gênero e número. Assim, um lexema substantivo pode apresentar até 12 flexões como no exemplo:
Flexão do substantivo
Em português há duas flexões de número: singular e plural e a maioria dos substantivos é flexionada em número.
Flexão do substantivo em grau
substantivo pode apresentar três graus: normal, diminutivo e aumentativo. A formação do grau dos substantivos é bastante irregular e defectiva.
Flexões do verbo
Na tabela a seguir, temos as flexões de três verbos regulares, agrupadas em tempos verbais.
Frases com mais de um verbo
Antes de partirmos para o estudo desses modelos, vamos analisar três enunciados que apresentam mais de um verbo
Modelo ser/estar + particípio
As frases em português podem ser geradas em forma chamada ativa, em que o sujeito é agente da frase , ou então, em forma passiva.
Modelo estar + gerúndio
Mas outros verbos podem assumir a posição de primeiro verbo da combinação como vemos na série a seguir:
Usos do verbo
Em português, o sistema verbal é composto pelos tempos verbais simples e pelas combinações verbais.
Imperativo
Conservamos em nossa análise a classificação tradicional, que coloca o imperativo em um modo a parte.
Indicativo futuro
Quando se quer declarar que uma ação acontecerá no futuro pode-se usar o indicativo futuro. A ação pode ser pontual ou durativa. Exemplos:
Indicativo passado posterior
Este tempo verbal apresenta dificuldades consideráveis de classificação devido ao fato de apresentar usos contrastantes.
Indicativo passado anterior
Ações acontecidas no passado e anteriores a outra ação referencial também passada podem ser expressas pelo indicativo passado anterior.
Indicativo passado durativo
Ações que se repetiam no passado são expressas por este tempo verbal. A ação pode ser contínua ou periódica. Exemplos:
Indicativo passado pontual
Na frase, foi empregado o verbo no indicativo passado pontual, o que nos leva a crer que a ação expressa é pontual.
Indicativo presente
Usamos o indicativo presente para expressar ações válidas a qualquer tempo, como no exemplo a seguir:
Estruturas sintáticas
Ao estudar a língua, temos apenas os discursos como ponto de partida. A gramática da língua não é visível em si.
Unidades formais da sintaxe
Podemos dizer que o modelo é concêntrico. O período é a unidade superior e se compõe por frases. Estas, por sua vez.
Sintaxe dedutiva
A Gramática Tradicional desenvolveu uma sintaxe baseada na análise de frases bem formadas dadas a priori. Ou seja.
Notação formal
Poderíamos explicitar as regras morfológicas e sintáticas em linguagem natural. Um exemplo disso seria a seguinte definição de período:
Encaixe
O encaixe é um recurso sintático poderoso que permite construir enunciados sintéticos, complexos e elegantes.
Bifurcação com remissivos
A bifurcação com remissivos é uma ocorrência interessante, pois pode ser tratada satisfatoriamente por mais de um modelo de análise.
Conexão
Conexões entre frases geram períodos. As frases participantes de uma conexão são aceitáveis quando observadas isoladamente.
Aposiçã
A aposição ocorre quando dois ou mais segmentos distintos ocupam a mesma posição na estrutura sintática do enunciado.
Intercalação
O corre intercalação quando um segmento externo é inserido em meio à uma estrutura sintática em desenvolvimento.
Sintagma avulso
os gramáticos costumam dar prioridade ao estudo das frases e períodos. No entanto.
Período
O período (P) é formado por uma frase ou então, pela concatenação de duas ou mais frases que se relacionam duas a duas por sintagma conectivo.
Sintagma conectivo
O sintagma conectivo (SCon) medeia a relação entre duas frases ou entre dois itens enumerados de um mesmo sintagma.
Frase
A frase (F) é formada por sujeito e sintagma verbal, opcionalmente acompanhados por sintagma adjetivo, objeto direto.
Sujeito
O sujeito (Suj) é formado por sintagma substantivo, considerada a restrição de que SS admita substituição por pronome reto.
Sintagma verbal
Pelo encadeamento de dois ou mais verbos que se relacionam dois a dois segundo modelos de combinação verbal.
Objeto direto
O objeto direto (OD) é formado por sintagma substantivo, considerada a restrição de que SS admita substituição por pronome oblíquo.
Objeto indireto
No aspecto morfossintático, o que caracteriza o objeto indireto são duas regras: ser formado por SSp e ser comutável por pronome oblíquo.
Constituintes sintáticos
O sintagma substantivo pode ocupar posição de sujeito. de objeto direto ou objeto indireto na frase. Veja exemplos de sintagmas nominais.
Sintagma adjetivo
O sintagma adjetivo simples (SAdjs) é formado por adjetivo que pode ser opcionalmente determinado por Sintagma adverbial.
Sintagma adverbial
Pela concatenação de dois ou mais advérbios que se relacionam dois a dois opcionalmente por sintagma conectivo.
Sintagma de encaixe
O sintagma de encaixe (SEnc) inicia alguns tipos de encaixe e é formado por subordinativo.
Semântica
A Semântica se ocupa do significado. Certamente é a parte da Lingüística que suscita mais discussões pela interface ampla que mantém com a Filosofia.
Sentidos
O estudo do sentido em Lingüística tem uma dimensão filosófica, mas no momento o que vai nos ocupar é a distinção entre alguns tipos relevantes de sentido.
Transcrições
hamamos de transcrição ao conjunto coeso e abrangente de regras de escrita que viabiliza a representação gráfica do discurso oral de pelo menos um idioma
A escrita
A escrita é um caso particular de linguagem gráfica. Especificamente, é uma linguagem gráfica de representação do discurso verbal.
Grafema
Mínimo porque não pode ser desmembrado em dois ou mais sinais que também possam ser tratados como grafema.
Transcrições romanas
Embora a língua não se prenda a um sistema de escrita específico, historicamente.
Alfabeto romano
A escrita romana, criada para o latim da Roma Antiga, deu origem a inúmeras transcrições ortográficas contemporâneas, entre elas.
Ortografia brasileira
No Brasil, as regras ortográficas oficiais têm sido definidas pela ABL (Academia Brasileira de Letras).
Representação de fonemas
ortografia brasileira não é biunívoca, ou seja, na maioria dos casos não temos relação um para um bi direcional entre grafemas e fonemas.
Acentos agudo e circunflexo
Em nossa escrita, as vogais são representadas, na maioria dos casos, com grafemas básicos sem diacríticos (a, e, i, o, u).
Iniciais maiúsculas
Algumas siglas e abreviaturas também são escritas com variante maiúscula no todo ou em parte. Nos demais casos.
Apóstrofo
Há três situações de uso do apóstrofo ( ' ) a considerar, conforme veremos na seqüência.
Aspas
Aspas ocorrem sempre aos pares, uma no início e outra no fim do enunciado por elas contido.
Hifen
O hífen é usado com vários fins em nossa ortografia, geralmente, sugerindo a idéia de união semântica.
Dois pontos
ncaixam-se também nesse caso, os períodos em que o primeiro segmento, anterior aos dois pontos.
Parênteses
Os parênteses ocorrem aos pares e devem ficar unidos ao enunciado que delimitam.
Ponto
O ponto tem uso ortográfico em dois casos: para indicar o fim de período declarativo e no final de abreviaturas (ex.: Sr., a.C., V.Sa.).
Ponto de exclamação
Usa-se o ponto de exclamação em vez do ponto simples quando se deseja indicar que a entonação do período é enfática, emocionada, intensa.
Ponto de interrogação
O ponto de interrogação é colocado no final de frases interrogativas. No discurso oral.
Ponto e vírgula
Usa-se ponto e vírgula em lugar da vírgula para representar, em alguns casos, a correspondente pausa sintática do discurso oral.
Reticências
Usamos reticências, representadas por três pontos em seqüência (...), em vários contextos, geralmente, com função retórica.
Travessão
O travessão é usado com funções variadas que, na maioria dos casos, não são de nível lingüístico.
Vírgula
As pausas que a vírgula representa podem ter valor sintático ou entoativo. No primeiro caso.
Crase
Em sentido amplo, crase é a pronúncia contraída de dois fonemas iguais e adjacentes.
Representação múltipla
Em muitos casos, nossa ortografia, admite mais de uma maneira de escrever o mesmo enunciado.
Palavra
A conceituação de palavra atormenta os lingüistas, o que pode parecer estranho, afinal.
Morfema
vamos por hora considerar que o segmento exerce essa função quando porta algum tipo de significado.
Categorias morfológicas
Não é fácil definir categorias morfológicas, dada a heterogeneidade do conjunto tradicionalmente levantado pelos lingüistas.
Classes morfológicas
Classificar morfemas e palavras é uma tarefa complexa que talvez nunca chegue a um resultado satisfatório.
Classes de morfemas presos
Em nossa língua, há palavras formadas por um só morfema como de, a, e, com, eu, me, mas, bem, mal, etc.
Lexema
A consciência difusa dos lexemas existe nos falantes, mesmo naqueles não iniciados nos estudos gramaticais.
Adjetivos
Os adjetivos admitem flexão em grau, gênero e número, de onde se obtém até 16 flexões para um único lexema adjetivo.
Advérbios
É lícito dizer que compulsivamente indica o modo como Pedro bebe e que pontualmente particulariza a forma como João compareceu.
Demonstrativos
Os demonstrativos apresentam uma rica matriz de flexões. Observando a tabela podemos notar algumas regularidades como:
Classificação das Vogais
Vogais: Sons produzidos pelas cordas vocais, que passam livremente pela boca e pelas fossas nasais, sem aperto ou modificação do aparelho fonador.
A Crase
A palavra crase provém do grego (krâsis) e significa mistura. Na língua portuguesa, crase é a fusão de duas vogais idênticas, mas essa denominação visa a especificar principalmente a contração ou fusã
Fonema
O fonema é a unidade formal inferior da Fonética. Usamos fonemas com naturalidade em nossa comunicação, mas é difícil dizer em que medida os falantes têm uma consciência natural deles.
Fonética
Fonética trata dos constituintes do discurso segmentados no nível mais profundo, quando ainda estão desprovidos de significação.
Sílaba
Na maioria dos casos, os falantes não encontram dificuldades para segmentar o discurso em sílabas.
Vogal
Os sons da fala são classificados desde a Antigüidade em dois grupos principais: vogais e consoantes.
Fonemas da Língua portuguesa
O idioma português utiliza 34 fonemas, sendo 13 vogais, 19 consoantes e 2 semivogais. Estão representados na tabela a seguir.
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