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Cipriano Brata

Cipriano José Barata Identificado com a ala mais radical da deputação da assembléia, Cipriano, figura exótica de um nativismo exaltado, estivera presente na conjuração de 1798 na Bahia, aderira ao movimento de 1817 em Pernambuco e participara das cortes de Lisboa em 1821, como deputado brasileiro. Iniciou, em Recife, vindo da corte e impossibilitado de atingir a Bahia, dominada pelas tropas do General Madeira, a sua obra jornalística em 9 de abril de 1823. Nela denunciava as intenções de D. Pedro, a ameaça de recolonização e o perigo que pairava constantemente sobre a assembléia. Eleito deputado pela Bahia, negou-se a participar da constituinte, por vê-la "cercada de mais de sete mil baionetas, tropas formadas de grande número de nossos inimigos portugueses", não podendo "discutir uma constituição liberal, e sustentar os sagrados direitos dos meus constituintes entre os estrondos de artilharia, e com espadas na garganta". Afirmava isto em 7 de novembro de 1823, ou seja, antevendo, alguns dias antes, o violento fechamento da assembléia pelas tropas de D. Pedro I. Apesar de suas idéias estarem mais radicalizadas do que as dos dirigentes políticos pernambucanos, Cipriano manifestava o sentimento geral da província. Esta recusou-se a sancionar o que foi considerado como um verdadeiro golpe de Estado, dizendo da "desconfiança não pequena em que se acham todos os habitantes desta província pelo extraordinário acontecimento que teve lugar nesta Corte, em o dia 12 de novembro do referido ano; receando, com grande inquietação, o restabelecimento do antigo e sempre detestável despotismo , a que estão dispostos a resistir corajosamente". Apelidado de "o homem de todas as revoluções", por seu grande ativismo político, Cipriano foi preso, por ordem imperial, em 17 de novembro de 1823. Sua prisão valeu a seu realizador, Francisco Pais Barreto, o título de Barão do Recife. Ficando preso até 1830, viu-se impossibilitado de participar do movimento que, através de sua ação jornalística, ajudou a preparar.
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