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Evolução do Modelo Atômico Leis ponderais

Evolução do modelo atômico     ·      Leucipo e Demócrito ( 450 a.C ) :  matéria podia ser dividida em partículas cada vez menores até que chegaria a uma partícula indivisível, denominada átomo. Esse modelo é fundamentado em pensamentos filosóficos.   ·        Dalton – modelo da “bola de bilhar” ( 1803 ) :  A partir de resultados experimentais propõe um modelo ( científico ) para explicar as leis ponderais das reações químicas. Os principais postulados da Teoria Atômica de Dalton são:   1.      A matéria é formada por partículas extremamente pequenas chamadas átomos; 2.      Os átomos são esferas maciças, indestrutíveis e indivisíveis; 3.      Átomos que apresentam mesmas propriedades (tamanho, massa e forma) constituem um elemento químico; 4.      Átomos de elementos diferentes possuem propriedades diferentes; 5.      Os átomos podem se unir entre si formando "átomos compostos" ( moléculas ); 6.      Uma reação química nada mais é do que a união e separação de átomos.   Ao supor que a relação numérica entre átomos era a mais simples possível, Dalton    atribuiu à água a fórmula HO e à amônia NH, etc.                                                               Leis Ponderais A – Lei de Lavoisier ou Lei da Conservação da Matéria ( 1774 ) : “Numa reação química realizada em recipiente fechado a massa total antes da transformação (reagentes) é igual à massa total após a transformação (produtos)” ou “Na natureza nada se perde, nada se cria, tudo se transforma”.   B – Lei de Proust ou Lei das Proporções Constantes ( 1797 ) :  “Uma substância pura, qualquer que seja sua origem, é sempre formada pela mesma composição em massa” ou “A proporção das massas que reagem é sempre constante”.   Exemplo:   Na reação de queima do carvão, observamos que:   O que comprova a Lei de Lavoisier, pela conservação das massas, e a Lei de Proust, pelas iguais proporções em massa. A descoberta do elétron Com o aparecimento das ampolas de Crookes ( tubos especiais com as quais consegue-se reduzir a pressão interna até 10-9 atm ), J. J. Thomson dedicou-se a pesquisar a natureza dos raios catódicos ( feixe que sai do cátodo ), concluindo que:   1.        Os raios catódicos são corpusculares, pois quando interceptam um molinete de mica, este entra em rotação ( fig.1 ); 2.        Os raios são constituídos de partículas com carga elétrica, pois são desviados por um campo elétrico e magnético e, pelo sentido do desvio, as partículas são negativas sendo denominadas de elétrons ( fig.2 );       3.      Pela medida do desvio dos raios catódicos sob ação de um campo magnético, ele pode determinar a relação e/m entre a carga do elétron (e) e sua massa (m).   ·     J. J. Thomson –  modelo “pudim de passas” ( 1874 ) : propôs que o átomo seria uma pasta positiva incrustada de elétrons. Portanto o átomo seria divisível em partículas menores.   A descoberta do próton   Em 1886, Goldstein obteve os raios canais, que se propagam em sentido oposto ao dos raios catódicos ( fig.3 ). Experiências posteriores mostram que:   1.        Os raios canais são constituídos por partículas positivas denominadas prótons; 2.        A massa das partículas constituintes dos raios canais é aproximadamente igual à massa das moléculas do gás residual (gás contido no interior da ampola de Goldstein); 3.        Quando o gás residual é o hidrogênio, a massa das partículas dos raios canais é a menor e aproximadamente 1836 vezes maior que a massa do elétron, e a carga dessas partículas é igual à do elétron, com sinal contrário. Fig.3                                                                        Baseado nesses experimentos, Rutherford admitiu que as menores partículas com carga elétrica positiva (denominada prótons) eram as constituintes dos raios canais, quando o gás residual era o hidrogênio.                                             Experimento de Rutherford     Em 1911, Rutherford fez um experimento em que “bombardeava” uma fina lâmina de ouro com partículas a (de carga positiva, imitidas de polônio radioativo) e estas incidiam numa chapa fluorescente (ZnS), manchando-a  (fig.4).                                                                                                                     Fig.4     Nesse experimento, Rutherford observou que:   1.      A maioria das partículas a passavam pela lâmina sem sofrer desvio; 2.      Poucas partículas a retrocediam ou sofriam um pequeno desvio.   Então propôs que:   1.      A lâmina seria formada por minúsculos núcleos, onde estaria concentrada a sua massa, e um grande vazio; 2.      As partículas a que sofriam desvio era porque passavam perto do núcleo e eram repelidas por ele, pois o núcleo e ra positivo e as partículas a também; 3.      As partículas a que vinham na direção do núcleo eram totalmente repelidas e retrocediam.     ·                         E. Rutherford – modelo  “planetário” ( 1911 ) :  O átomo é formado por um núcleo muito pequeno, de carga positiva, no qual se concentra praticamente toda a massa do átomo. Os elétrons giram ao redor desse núcleo na região denominada eletrosfera, neutralizando a carga positiva.   Logo surgiram dificuldades para a aceitação do modelo de Rutherford: uma carga elétrica em movimento irradia continuamente energia na forma de onda eletromagnética. Assim, o elétron se aproximaria cada vez mais do núcleo e acabaria caindo sobre o ele. Essa dificuldade foi superada com o surgimento do modelo de Bohr.     ·                         N. Bohr – modelo Rutherford – Bohr ( 1913 ) :  fundamentado na teoria dos quanta de Max Planck, segundo a qual a energia não é emitida de forma contínua, mas em “blocos”, Bohr estabeleceu:   1.    Ao elétron dentro do átomo são permitidas somente algumas energias fixas; 2.    Quando o elétron apresenta alguma dessas energias permitidas, não irradia energia em seu movimento ao redor do núcleo, permanecendo num estado estacionário de energia; 3.    Os elétrons nos átomos descrevem sempre órbitas circulares ao redor do núcleo, chamadas de camadas ou níveis de energia; 4.    Os elétrons podem saltar de um nível para outro mais externo, desde que absorva uma quantidade bem definida de energia (quantum de energia). Ao voltar ao nível mais interno, o elétron emite um quantum de energia, na forma de onda eletromagnética (fóton); 5.    Cada camada comporta um número máximo de elétrons.
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