Número quântico principal (n): indica o nível de energia do elétron no átomo. Entre os átomos conhecidos em seus estados fundamentais, n varia de 1 a 7. O número máximo de elétrons em cada nível é dado por 2.n
2, mas para os átomos conhecidos a distribuição eletrônica ocorre de acordo com a figura 5;
Fig.5
· Número quântico secundário ou azimutal (l): indica a energia do elétron no subnível. Entre os átomos conhecidos em seus estados fundamentais, l varia de 0 a 3 e esses subníveis são representados pelas letras s, p, d, f, respectivamente. O número máximo de elétrons em cada subnível é dado por 2 (2 .l + 1):
Em cada orbital “cabem” apenas 2 elétrons deste modo, há 1 orbital no subnível s, 3 no subnível p, e assim por diante. A forma dos orbitais dos subníveis s e p é mostrada na figura 6.
Fig.6
O diagrama a seguir, conhecido como Diagrama de Pauling, descreve como ocorre a distribuição eletrônica dos níveis e subníveis em ordem crescente de energia, sendo que, um subnível deve ser completamente preenchido para depois iniciar o seguinte.
Exemplo:
Para o 26 Fe, esta é a distribuição eletrônica: 1s2 2s2 2p6 3s2 3p6 4s2 3d6, onde o índice representa o número de elétrons em cada subnível. É importante lembrar que para átomos neutros, o número de elétrons é igual ao de prótons.
Para o íon (átomo que recebeu ou perdeu elétrons) 26 Fe 2+, temos a seguinte distribuição eletrônica:

Note que a perda ou ganho de elétrons não ocorre na camada eletrônica mais energética, mas sim na camada mais externa, chamada de camada de valência (C.V).
· Número quântico magnético (m): indica a energia do elétron no orbital, sendo que m varia de –l a +l.
· Número quântico spin (ms): indica o movimento de rotação dos elétrons. Os “spins” +1/2 ou –1/2 representam o sentido de rotação, horário ou anti-horário.