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Clonagem

Proposta de redação       Utilizando o texto a seguir apenas para motivar sua reflexão, elabore uma dissertação.       As técnicas de clonagem usadas até ago­ra em plantas e animais podem ser, a qualquer momento, aplicadas aos seres humanos. Produzir gente em série esbar­ra numa das leis mais fascinantes da re­produção humana, que é o seu caráter aleatório e imprevisível. Só por isso os seres humanos são tão variados nas suas virtudes e defeitos. (MACKENZIE)       (Revista Veja – Editora Abril) Abaixo, textos de apoio oferecidos por este site             É um consórcio internacional, composto pelos EEUU, Europa e Japão, que tem por objetivo mapear todos os genes da espécie humana até o ano de 2025. Em 1990, o Projeto Genoma Humano tinha o envolvimento de mais de 5000 cientistas, de 250 diferentes laboratórios, que contavam com um orçamento, que segundo diferentes fontes, varia de US$ 3 bilhões a US$ 53 bilhões.       Os seus objetivos na área da saúde são: a melhoria e simplificação dos métodos de diagnóstico de doenças genéticas; a otimização das terapêuticas de doenças genéticas, e a prevenção de doenças multifatoriais.       Equipe nos EUA planeja clonar até 200 seres humanos Boletim da CNN – 7/8/2001 6 de Agosto, 2001 Às 6:14 PM hora de Brasília (2114 GMT)       LEXINGTON, EUA (CNN) Uma equipe de especialistas em reprodução deve anunciar na terça-feira que vai clonar até 200 seres humanos.       O comunicado será feito em uma conferência sobre clonagem promovida pela Academia Nacional de Ciências em Washington, informou nesta segunda-feira à CNN o Dr. Panos Zavos.       Zavos é um professor aposentado que dirige uma corporação com base em Lexington que vende produtos e tratamento para infertilidade.       Segundo ele, sua equipe está trabalhando com 200 casais inférteis, e o objetivo é ajudá-los a ter um bebê.       "Vamos revelar na terça-feira exatamente como será nosso procedimento", disse.       Zavos afirmou que o Dr. Severino Antinori, o médico italiano que ajudou uma mulher de 62 anos a engravidar em 1994, também estaria envolvido no projeto. Antinori é diretor do Instituto Internacional de Pesquisa Associada, em Roma.       Até hoje, nenhum ser humano foi clonado, e as mais bem-sucedidas tentativas de clonagem foram feitas com ovelhas, vacas e ratos.             Mas clonar ovelhas até agora se mostrou uma ciência inexata, e especialistas em fertilidade alertam que a clonagem humana envolve um grande risco de Aborto, ou mesmo de bebês natimortos ou com deficiências físicas.       "Este procedimento não é seguro", afirma o biotécnico da Universidade da Pennsylvania Art Caplan. Dos animais clonados até agora, alguns mostraram uma taxa de crescimento anormal, outros desenvolveram anormalidades e outros ainda morreram de repente, afirma ele.       "O Dr. Zavos e sua equipe querem aparecer às custas da clonagem. Eles ficam afirmando que vão fazer isso e aquilo, mas Eu tenho que dizer que, se você olhar para os trabalhos que foram feitos com animais até agora e para as pessoas que realmente conhecem esse procedimento de clonagem ou seja, os veterinários, que o testaram em animais verá que o procedimento não é seguro", afirma.       "Eu estou realmente preocupado que façam um bebê morto ou deformado, e não saudável."       Zavos e Antinori não revelaram os métodos que serão usados, mas se acredita que será uma técnica semelhante à usada para fazer a ovelha Dolly, a primeira ovelha clonada do mundo. Cópia-carbono       A técnica envolveria a retirada de DNA (material genético) de uma célula e sua implantação em um óvulo que em seguida seria colocado no útero da mãe.       A criança resultante do experimento seria uma cópia-carbono da pessoa que teve o DNA extraído.       O Dr. Ian Wilmut, que criou Dolly, afirma que até o nascimento da ovelha foram feitas 277 tentativas. Ele não apóia a clonagem humana.       Zavos afirmou que sua equipe e ele acreditam que têm os conhecimentos necessários para o sucesso ao clonar um embrião e implantá-lo nas participantes do projeto.       Embora a clonagem de seres humanos ainda não seja contra a lei nos Estados Unidos, Zavos afirmou que sua equipe não pretende trabalhar no país, embora não tenha esclarecido onde o experimento aconteceria.                   Um documento da Royal Society, em Londres, divulgado nesta quarta e redigido por estudiosos ingleses, pede a proibição internacional da clonagem humana, alegando que esta é a única forma de impedir que os cientistas façam experiências com a polêmica tecnologia. O objetivo é proibir a reprodução em série de embriõeshumanos.       A Grã-Bretanha foi o primeiro país a proibir a clonagem reprodutiva no início deste ano, mas deu sinal verde para pesquisas com células-tronco e com fins terapêuticos. A Royal Society formou um grupo de trabalho para examinar as mudanças legais. Seu documento apoiou a posição do governo, mas pediu ações semelhantes da comunidade internacional.       "Na nossa opinião, uma proibição da clonagem reprodutiva teria apoio público e é justificada por bases científicas. Também ajudaria a aumentar a confiança da opinião pública na ciência'. O professor Richard Gardner, coordenador do grupo de trabalho, declarou que medidas de proibição da clonagem de embriões humanos eram justificáveis.       "Nossa experiência com animais sugere que haveria um perigo bastante real de criar pessoas com sérios prejuízos físicos e mentais se alguém tentasse implantar embriões humanos clonados no útero', explicou o especialista. A Royal Society está organizando um encontro sobre pesquisa com células-tronco nos dias 21 e 22 de junho. As informações são daReuters.       Revista Época – edição on line – 21/6/2001 Artigo CLONAR OU NÃO CLONAR? EIS A QUESTÃO.       No início do ano passado, fomos confrontados com a grande revolução Dolly - nos tornamos capazes de copiar, clonar, indivíduos adultos - no caso, uma ovelha! Imediatamente começamos a discutir esta tecnologia aplicada à clonagem de seres humanos, gerando tanta euforia quando pânico. Ato contínuo, o presidente dos EUA proíbe a clonagem humana. Logo em seguida, um físico também americano declara que realizará estas experiências à revelia da lei de seu país - ele há de encontrar alguma "República das Bananas" aonde poderá realizar a clonagem de um ser humano.       Entre a proibição reminescente dos tempos de Galileu Galilei e a atitude leviana criadora de Frankensteins, a Inglaterra cria um comitê para refletir: clonar ou não clonar, eis a questão. Clonar o quê, como, quando, para quê? O documento redigido levanta uma série de questões científicas e filosóficas sobre as novas tecnologias, e frisa a importância da educação da população em geral.       O público assiste a todos estes fatos através da mídia, e esta tem que assumir a responsabilidade inerente ao seu poder. A manipulação da opinião pública só é possível por causa da falta de informação. Como se fosse posto em debate se um menino diabético pode ou não comer brigadeiros numa festinha de criança. Antes de levarmos em conta os traumas psicológicos desta privação, existe um fato científico fundamental para esta discussão: a ingestão descontrolada de açúcar poderá levar à sua morte! Assim, se a sociedade quer, e deve, participar do debate da clonagem humana, tem que estar a par de alguns fatos científicos.       Para começar, o processo de clonagem ainda é extremamente ineficiente. Devemos nos lembrar que dos 276 embriões manipulados, somente 29 sobreviveram para serem implantados em ovelhas, e destes, somente UM vingou, dando origem à Dolly. E os subprodutos que não vingaram? Nós estamos preparados para lidar com os subprodutos da clonagem em humanos?       Além disto, ainda é cedo para dizermos que a clonagem da Dolly deu certo - o que é "dar certo"? Ela tem uma duração de vida normal? Ela apresenta alguma predisposição para câncer? Ela se reproduz normalmente? Seus filhos são normais? E os filhos de seus filhos? Quantas gerações de seus descendentes teremos que observar até estarmos convencidos de que a experiência "deu certo"?       O argumento para mim definitivo contra a clonagem é o da preservação da integridade do genoma humano. Vamos a um pouco de ciência: as células do nosso organismo podem ser divididas em dois tipos: as células germinativas, os óvulos e os espermatozóides, células designadas à reprodução, à transmissão dos nossos genes à próxima geração; e as células somáticas, todas as outra células do nosso corpo, células que servem as mais diversas funções, menos a de reprodução. Como passarão a receita de se fazer um ser humano para o próxima geração, as células germinativas têm que manter a integridade desta receita, dos seus genes, com o maior cuidado. Já as células somáticas, como não transmitirão seus genes para a próxima geração, não têm um controle tão rígido desta integridade, e de fato, sofrem ao longo do tempo uma série de agressões ao seu material genético, de alguma forma danificando-o.       Assim, clonar como está sendo proposto, gerar um indivíduo a partir de uma célula somática, é uma temeridade, pois não podemos garantir a integridade dos genes desta célula, e assim, dos genes do clone. E a partir daí poderemos gerar "monstros", ou pior, clones aparentemente normais, porém carregando em seus genes alguma alteração que só se manifestará a mais longo prazo - uma espécie de "bomba relógio". Ao procriarem com outros indivíduos da população, os clones estarão disseminando alterações genéticas pela população humana que podem vir a se manifestar somente depois de várias gerações, quando já estarão presentes em um número significativo de pessoas. E então será tarde demais, e o patrimônio genético humano já terá sido alterado de forma irreversível. Este é um preço altíssimo a se pagar - e principalmente, não justificado por qualquer benefício imediato que a clonagem possa gerar.       E então, devemos parar com qualquer experiência de clonagem? Não! Temos que separar o joio do trigo - o documento inglês faz uma distinção importante entre a "clonagem reprodutiva", aonde um indivíduo inteiro é produzido a partir de uma célula por reprodução assexuada (o proposto pelo físico americano), e a "clonagem terapêutica", ou seja, as aplicações científicas e terapêuticas desta mesma tecnologia.       Vamos a um pouco mais de ciência. Por que é que não só os donos de clínicas de fertilidade ficaram animadíssimos com a Dolly, mas sim toda a comunidade científica? O experimento da Dolly ultrapassou uma barreira de décadas na ciência: a formação de um animal inteiro a partir de uma célula diferenciada. O que é isto? Todos nós começamos a partir de uma única célula, formada pela união de um óvulo com um espermatozóide. Então, esta célula inicial se divide em duas, quatro, oito, e assim por diante.. Através de milhões de divisões sucessivas, esta única célula da origem a um ser adulto, extremamente complexo. A cada divisão destas, a célula copia todo o seu material genético para as células filhas, ou seja, cada uma de nossas bilhões de células contém a receita completa para fazer uma pessoa. Porém, chega uma hora durante o nosso desenvolvimento embrionário em que estas células, inicialmente idênticas (ou indiferenciadas), começam a assumir características diferentes umas das outras, começam a se diferenciar. Algumas ligam só os genes de célula muscular, outras só os de células de sangue, outras ainda só os genes de células de pele, e assim por diante. E uma vez tomada esta decisão de identidade celular, as células perdem o acesso a todo o resto de informação genética contido em seu núcleo - ou seja, a receita inteira está lá, mas ela só consegue realizar a sub-receita específica do seu tipo celular. Isto até o ano passado, quando Wilmut conseguiu que uma célula diferenciada, já destinada a ser célula de glândula mamaria de uma ovelha, revertesse este processo de diferenciação, sendo assim capaz de reacessar toda a informação contida em seus genes, dando origem a outra ovelha completa!       Isto é fantástico!!! Pensem no quanto podemos aprender com esta experiência!! Se pudermos entender e controlar este mecanismo, poderemos um dia regenerar órgãos e tecidos danificados. Afinal de contas, as células de um rim danificado ainda têm a receita de fazer outro rim – por que não a utilizam, como a lagartixa que regenera a ponta de seu rabo cortado? O inverso também pode ser estudado: porque é que algumas células de repente passam a não obedecer a programação original e começam a se proliferar de forma desorganizada, dando origem a cânceres? Ou ainda, porque é que gradativamente nossas células param de se renovar e funcionar, e envelhecemos? O conhecimento da energia nuclear nos permitiu tanto a construção da bomba atômica, quanto o desenvolvimento da tomografía computadorizada, da ressonância magnética, enfim, de uma série de tecnologias benéficas à humanidade. De forma semelhante, os mesmos conhecimentos que nos permitirão clonar um ser humano, podem ser aplicados em estudos que trarão reais benefícios à humanidade. Continuemos sim as pesquisas em clonagem, porém, em modelos animais e voltadas a aplicações científicas e terapêuticas!       Cientificamente, está claro que a clonagem humana reprodutiva é perigosa para a nossa espécie. No entanto, ainda corremos o risco de ela ser feita mesmo assim. Infelizmente, a vaidade do ser humano é ainda mais perigosa do que a clonagem: não resistimos à tentação de fazer algo que podemos, só porque podemos. Observando meu sobrinho de 1 ano, percebi que ele, ao desenvolver coordenação motora suficiente para pegar uma colher de feijão e jogar na parede branca, simplesmente o fez. Por nenhum outro motivo a não ser por ser capaz de fazer - mas ele tem só um ano. Amadurecer ou não amadurecer? Heis a questão. Já sujamos algumas paredes pelo curso da história - as bombas atômicas, a floresta tropical, a camada de ozônio, etc. Vamos resistir à tentação de macular o nosso patrimônio genético, e utilizar de forma inteligente e benéfica estes novos e admiráveis conhecimentos da genética.       O texto da comissão inglesa pode ser acessado no seguinte endereço:       http://www.dti.gov.uk/hgca       Profa. Dra. Lygia da Veiga Pereira tel.: (011)818-7563       Instituto de Biociências - Depto. Biologia fax: (011)818-7553       Universidade de São Paulo RG: 07044689-3 Artigo O freio da ética       O comportamento difere entre as pessoas, já que variam os fatores genéticos e ambientais que interagem para produzi-lo. Em cada população embatem-se tendências que vão da severidade extrema à licenciosidade. Os costumes e as leis fazem dois cortes nessa variabilidade, separando o que é moralmente correto do errado. A ética é o código, convencional ou sacramentado, que, a cada momento, disciplina o comportamento.       Ao longo do tempo, os conhecimentos se expandem e a cultura evolui, deslocando os cortes dos costumes e das leis para um ou outro lado. Mesmo nas sociedades democráticas, a conduta da maioria decorre dos costumes, mais do que das leis, porque estas tardam a ratificá-los (Gollop, 1994).       Nossa vida social estruturou-se, desde os tempos das cavernas, sob o jogo de duas forças complementares, a cooperação e a agressão. Para sobreviver, a humanidade teve de apoiar-se em um tenaz instinto de proteção à prole, essencialmente genética, que se estendia, por contigüidade, à família e à tribo. Por outro lado, essa proteção impunha agressividade contra outros grupos, para defesa da família, ou rapina, em seu benefício. Assim, o homem sempre foi geneticamente compassivo ou agressor, conforme os outros estivessem dentro ou fora de seu círculo de proteção, embora, ao longo da evolução dos povos, a modulação exercida pela cultura sobre essas tendências genéticas tenha sido considerável.       As predisposições genéticas, embora muito variáveis dentro de cada população, não devem diferir entre elas perceptivelmente, em média, porque a evolução genética de traços multifatoriais é muito lenta. Podemos supor, portanto, que a distribuição da predisposição genética referente à variável cooperação-agressividade, seja semelhante nas tribos de índios, nos primeiros seguidores de Cristo e nas hordas de Gêngis Khan, decorrendo as flagrantes diferenças de agressividade manifesta, entre esses povos, de suas culturas tão diversas.       A evolução cultural do ocidente nos dois últimos milênios, conseguiu polir o comportamento humano, sem alterar seu componente genético, dando supremacia crescente à tolerância e cooperação, sobre a agressividade. Ultrapassamos as guerras de conquista e escravização, a monarquia absoluta e a nobreza privilegiada, e a inquisição. Com a revolução francesa e suas repercussões, conseguiu-se a abolição da escravatura e dos privilégios aristocráticos; e o predomínio das democracias, perturbado por totalitarismos transitórios, acabou derrotando o racismo e resgatando os direitos das minorias.       Esta evolução monumental da cultura, controlando o instinto genético, sem destruí-lo, criou a ética atualmente dominante nos países civilizados, aquela que exige Liberdade, autodeterminação e Democracia, sem discriminações. A humanidade humanizou-se, por força de sua evolução cultural e a ética se transformou, tanto em sua doutrina como em seus métodos. Antes, ela era imposta pelos detentores do poder; hoje resulta, cada vez mais, da discussão entre todos. É esta a ética emanada da opinião pública que irá enquadrar a genética moderna.       De fato, não há soluções apriorísticas para os problemas éticos criados pela nova ciência. Elas surgirão do debate e irão consolidar-se aos poucos. O cientista que descobre algo - digamos, como separar as células de um embrião de mamífero sem matá-las - é o primeiro juiz. O método foi descoberto em camundongo: devo repeti-lo no homem? Conversando com seus companheiros de laboratório - um colegiado informal de ética - pode ficar decidido que sim, para verificar se as células separadas se dividem algumas vezes e interromper aí o experimento. Mas será lícito implantar uma das células em divisão no útero de uma mulher (fecundação assistida)? Interfere, nesta etapa, um colegiado maior, digamos, a Comissão de Ética da Universidade, e ela concorda, visto já ser aceito retirar uma célula de um embrião antes de implantá-lo, para verificar se ele não contém um gene patogênico. Mais tarde, ocorre aos pesquisadores a possibilidade de fecundar uma mulher com várias células em divisão, tiradas do mesmo embrião, para satisfazer o desejo de ela de ter gêmeos idênticos, pois já é habitual implantar vários embriões na mesma mulher. Para isso, o grupo consulta o Ministério da Saúde e este institui uma comissão mais ampla, com especialistas de várias áreas, e alguns leigos, que negam a possibilidade. Sente-se, por fim, que o assunto já está maduro para tornar-se lei e um deputado apresenta um projeto, que, aprovado, vai à sanção do presidente.       Este exemplo fictício mostra como a ética se constrói aos poucos, a propósito de cada descoberta, e como é importante investigar as opiniões dos interessados ao longo desta evolução, como fizeram Salzano e Pena (1989), consultando os médicos geneticistas brasileiros sobre problemas éticos específicos.       Uma comissão do National Institute of Health, do governo dos Estados Unidos, preparou, para discussão mais ampla, os seguintes critérios para financiar ou não pesquisas sobre embriões humanos (Science 265: 1024-1026, 1994): Podem ser financiados       a) investigações em embriões de até 14 dias de idade, excedentes dos produzidos para fecundação assistida;       b) produção limitada de embriões in vitro para pesquisas básicas de grande prioridade;       c) extração de células de embriões, antes da implantação;       d) preparação de culturas de células a partir de embriões não usados nas fecundações assistidas;       e) pesquisas em partenotos (óvulos induzidos a entrar em divisão, sem fecundação por espermatozóides);       Casos não decididos       f) fecundação in vitro de ovócitos (gameta feminino) retirado do ovário de fetos abortados, para produzir embriões exclusivamente para pesquisa;       g) pesquisa em embriões excedentes das clínicas de gestação assistida, entre os 14 dias de idade e o fechamento do tubo neural;       h) clonagem por separação de células de embrião, só para pesquisa;       Casos inaceitáveis       i) implantação de embriões humanos em animais, para gestação;       j) implantação, em mulheres, de embriões usados em pesquisa ou de partenotos;       k) pesquisa em embriões usados depois do fechamento do tubo neural (18 dias de idade);       l) implantação de células separadas de embriões, para gestação assistida de gêmeos idênticos (clonagem);       m) clonagem por transplante de núcleos celulares idênticos;       n) formação de quimera homem-homem ou homem-animal (indivíduo formado pela justaposição das partes de dois embriões);       o) formação de embriões estritamente para pesquisa, por exemplo, criar linhagens celulares em cultura;       p) fecundação entre espécies, usando gametas humanos, exceto no ensaio clínico para testar, em óvulos de hamster, a capacidade de fecundação de espermatozóides humanos;       q) implantação de embriões em outras cavidades que não o útero;       r) dar preferência a embriões de um dos sexos na gestação assistida, a não ser para evitar doenças ligadas ao cromossomo X;       s) uso em pesquisa de espermatozóides, óvulos ou embriões de doadores, sem o seu consentimento explícito;       t) uso em pesquisa de espermatozóides, óvulos ou embriões de doadores que recebem recompensa excessiva. O ministro da Saúde do Brasil homologou, em 1996, a resolução que regulamenta as pesquisas feitas com seres humanos e cria a Comissão Nacional de Ética em Pesquisa, vinculada ao Conselho Nacional de Saúde. Foram dez meses de trabalho, consultas a 2.300 instituições e especialistas e 119 sugestões de grupos de pesquisa. Oswaldo Frota-Pessoa Profa. Dra. Lygia da Veiga Pereira Cientistas podem proibir clonagem humana Revista Época Clonagem envolve riscos Projeto Genoma Humano (HUGO)
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