Já foram realizados vários estudos sobre a quantidade de tempo que as crianças dos séculos XX e XXI perdem frente a um aparelho de TV. No final de quatro décadas, o homem perde, em média, 5 anos assistindo aos programas televisivos. Para você pensar: como ficaria a vida familiar sem essa interferência? Leia os textos abaixo e escreva um texto dissertativo de 30 linhas, em prosa.
Uma família foi viver em um outro mundo por sete dias. O pai não soube que o São Caetano entrou para a história do futebol. A mãe não viu a angústia de Maria Clara presa em ‘Celebridade’. O filho jogou palavras cruzadas para não pensar no ‘Castelo Rá-Tim-Bum’. A empregada doméstica ouviu rádio para driblar a saudade de William Bonner. Mudaram os horários de dormir, os hábitos do jantar, as conversas dos adultos e as brincadeiras das crianças. A vida no estranho mundo sem televisão é por horas o céu, por outras um inferno.
Uma família encara o desafio de ficar um semana sem nenhum dos seus quatro televisores. Todos procuram se entreter com rádio, internet, passeios e brincadeiras, mas a falta de informações e a necessidade de uma distração que fale com todos da casa ao mesmo tempo são sentidas.
A seguir, cenas da adaptação de uma família a um dia-a-dia em TV:
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Todos na família, incluindo Pedrinho, de três meses, vão dormir uma hora e meia mais tarde do que quando tinha TV.
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Às 21 h, hora de “Celebridade”, aparece um “oco” na casa. “Queria muito saber o que houve com a Maria Clara”, afirma Kátia.